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CONHEÇA A RAÇA GREYHOUND |
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PADRÃO OFICIAL
CBKC n° 122 b, de
30/4/94.
FCI n° 122 c, de
24/6/87.
País de origem:
Grã-Bretanha.
Nome no Brasil:
Retriever do Labrador.
Nome no país de origem: Retriever do Labrador.
APARÊNCIA GERAL: muito ativo, de constituição robusta e tronco
curto; o crânio é largo; o peito e as costelas são largos e
profundos; lombo forte, assim como, os posteriores.
CARACTERÍSTICAS:
bom temperamento, muito ágil; excelente faro, cuidadoso ao recolher
a caça (boca macia); vidrado por água. Companheiro dedicado, de
fácil adaptação ao meio.
TEMPERAMENTO: inteligente, perspicaz, obediente, com forte desejo de
servir. De natureza gentil, sem qualquer indício de agressividade ou
da indesejável timidez (falta de coragem).
CABEÇA E CRÂNIO: largo com stop bem definido. Contorno bem
delineado, sem ser bochechudo. Maxilares de comprimento médio,
poderosos e não afilados. Trufa larga, com narinas bem
desenvolvidas.
Olhos - Tamanho
médio, de cor marrom ou avelã, com expressão inteligente e bom
temperamento.
Orelhas - tamanho
médio, de inserção, preferivelmente, bem para trás, portadas caídas
rentes às faces, sem ser pesadas.
Maxilares -
os maxilares e os dentes são fortes, com a mordedura em tesoura
perfeita, regular e completa, isto é, os incisivos superiores
sobrepõem-se aos inferiores em contato justo e inseridos
ortogonalmente aos maxilares.
PESCOÇO: forte e robusto e sem barbelas, inserido em ombros bem
acoplados.
ANTERIORES: ombros inclinados e escápulas longas. De qualquer
ângulo, os membros anteriores apresentam uma ossatura bem
desenvolvida e reta, desde os cotovelos até o solo.
TRONCO: peito de
boa largura e profundidade, com costelas arqueadas em barril. Linha
superior nivelada. Lombo largo, curto e forte.
POSTERIORES: bem desenvolvidos. Garupa bem desenvolvida, sem
inclinação em direção à cauda. Joelhos bem angulados. Jarretes
curtos. Jarretes de vaca são altamente indesejáveis.
PATAS: redondas, compactas; dígitos bem arqueados e almofadas
plantares bem desenvolvidas.
CAUDA: característica da raça, conhecida por "cauda de lontra":
muito grossa na raíz, adelgaçando gradualmente para a ponta,
comprimento médio, sem franjas, completamente revestida por uma
pelagem curta, espessa e densa, conferindo uma aparência roliça.
Portada alta, mas sem enroscar sobre o dorso.
MOVIMENTAÇÃO: com desenvoltura e cobertura de solo adequada. Os
anteriores e posteriores realmente alinhados.
PELAGEM: outro aspecto característico da raça. Curta e densa, com
ligeira aspereza ao toque, sem ondulações ou franjas: subpêlo
resistente às intempéries.
COR: totalmente preto, amarelo ou fígado/chocolate. A gama dos
amarelos vai desde o creme-claro ao vermelho (da raposa). Permitida
pequena mancha branca no peito.
TALHE: altura ideal, na cernelha, de 54 a 56 cm, para as fêmeas.
FALTAS: qualquer desvio, dos termos deste padrão, deve ser
considerado como falta e penalizado na exata proporção de sua
gravidade.
NOTA: os machos deverão apresentar dois testículos, com aparência
normal, completamente descidos e bem acomodados na bolsa escrotal. |
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HÁBIL CORREDOR |
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Este veloz
perseguidor de lebres tornou-se astro de corridas no exterior.
Talvez você nunca as viu, mas elas praticamente monopolizam a
criação.
Ele é o mais veloz dos
cães, um esportista completo, que reúne velocidade, agilidade e
reflexos rápidos. Tem grande propulsão e com seus passos longos
cobre o terreno com rapidez. É também hábil caçador, localizando a
presa pela visão. Sua cabeça parece delicada, mas tem mandíbulas
fortes que agarram a caça em plena corrida.
Esta raça, com elegantes formas que decoram túmulos egípcios de 6
mil anos, chegou à Inglaterra há séculos. Tanto que em 1014 um
decreto real que durou 400 anos, proibia pessoas humildes de ter
galgos. Seu principal uso pelos nobres era a caça de lebres,
perseguindo-as em terrenos planos depois que Pointers ou Spaniels as
localizavam e faziam correr. Conhecido também como Galgo Inglês,
pouco a pouco se transformou em corredor.
Em 1776 apareceu um clube esportivo na cidade de Norfolk, cujos
sócios tinham Greyhounds que perseguiam lebres em locais fechados,
com 1600 x 400m. em 1836 o Altcar Club organizou uma corrida com 8
cães atrás de uma lebre, criando o prêmio Waterloo Cup, hoje um
clássico mundial. Nos dois anos seguintes a quantidade de
competidores dobrou a cada ano e em 1857 elevou-se a 64, número
atual, sempre em grupos de oito. Em 1876 veio a lebre mecânica que
permitiu pré-determinar a rota da corrida e deu ao espetáculo as
características atuais. |
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TORCIDA |
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O
público vibra quando é dada a partida e os Greyhounds saem em
disparada. Equipados com focinheiras para evitar eventuais mordidas
durante a corrida e camisetas numeradas, oito Greyhounds são
alinhados em recintos individuais, os paddocks, cujas portas abrem
simultaneamente.
Seguem o coelho mecânico coberto com pele verdadeira de lebre, com o
mesmo entusiasmo como se fosse verdadeiro, em pistas de 260 a 600
metros, atingindo velocidades surpreendentes ao redor de 60 km/hora.
Apostar nestas corridas tornou-se bastante popular em alguns países
e redirecionou a criação da raça. Para se ter uma idéia, só nos
Estados Unidos, segundo a National Greyhound Association – NGA, há
56 pistas e registraram-se 38 mil Greyhounds para corrida em 1992
enquanto que o American Kennel Club informa que foram registrados
apenas 275 para exposições, menos do que várias raças raras. A
Inglaterra tem muitas pistas. Há também na Irlanda, Austrália,
Alemanha, França, Itália, África do Sul, Índia e China, entre
outros.
No Brasil fracassaram algumas tentativas desde a década de 40. "O
atual estádio Caio Martins, em Niterói-RJ, naquela época era um
clube criado para as corridas de cães", conta Maria Lúcia Kernke do
Canil Piragense, Campinas-SP, que cria há mais de 40 anos. Nos anos
50 foi a vez de São Paulo. Comenta-se que criadores de cavalos de
corrida, criaram oposição temerosos com a concorrência.
"Nos Estados Unidos um Greyhound pode gerar ganhos até US$ 400 mil
em prêmios numa temporada", diz Dino Miraglia Filho, fundador da
Associação Brasileira de Criadores da Raça Greyhound em Minas
Gerais, que pretende inaugurar em breve uma pista, próxima a Belo
Horizonte, em Brumadinho. "No exterior a maior renda vem das
apostas. Aqui é proibido.
Vamos só cobrar ingresso. Serão 5 páreos de 260 metros com 5 cães
cada, e mais um páreo para tirar o melhor dos 5 vencedores. Para
isso, importamos 30 exemplares há 1 ano, de Boston-EUA", comenta
ele. |
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LAR |
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Para dar um lar aos
Greyhounds que já passaram da idade ideal para correr (cinco anos)
ou que não apresentem rendimento desejado (cerca da metade deles),
surgiram nos EUA entidades como a Greyhound Pets of América-GPA que
em 1992 conseguiu fazer com que 7733 cães felizardos, que
antigamente seriam vendidos para pesquisa ou simplesmente
eliminados, encontrassem agora novos donos, pessoas que os adotam, a
quem se afeiçoam e brindam com seu companheirismo, inteligência e
docilidade. |
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