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A regra número um para
transporte de crianças no carro é: o lugar delas é no banco
traseiro (no centro do banco, de preferência), com cadeirinha de
segurança.
O Código de Trânsito
Brasileiro (CTB) determina, em seu artigo nº 64, que crianças de
até dez anos devem ser transportadas nos bancos traseiros e usar,
individualmente, cinto de segurança ou sistema de retenção
equivalente (Resolução nº 15, Art. 1º).
O CTB só admite o
transporte de crianças no banco dianteiro no caso do automóvel não
dispor de banco traseiro (como picapes) ou, ainda, caso não haja
espaço no banco traseiro. Desde que todas as normas de segurança
sejam obedecidas.
Segundo estimativas, no
Brasil mais de 1.200 crianças morrem por ano em decorrência de
acidentes de automóvel. Entretanto, cerca de 90% dessas mortes
poderiam ser evitadas com a utilização correta de um equipamento
de segurança; os riscos de lesão, em 71%.
Uma das causas do alto número
de acidentes é o hábito de se transportarem as crianças soltas ou
no colo de um adulto - em caso de colisão, elas podem ser expelidas
do veículo ou arremessadas contra as partes internas (vidros,
painel, bancos).
Desde a saída da
maternidade o bebê já deve ser acomodado em uma cadeirinha própria
(mais segura do que o colo da mãe). Também conhecidas como bebê-conforto
(em forma de concha), as cadeirinhas são pequenas, confortáveis e
adequadas aos recém-nascidos. Só podem ser instaladas no banco
traseiro e voltadas para trás (de costas para a frente do carro) e
possuem cintos de três ou cinco pontos.
Instalado dessa forma o bebê
tem seu pescoço protegido de quebra, em caso de acidente ou freada
brusca - quando o seu corpo tende a ir para frente. A cabeça de um
bebê com idade inferior a um ano representa quase metade do seu
peso total, por isso é importante que essa região do corpo esteja
bem acondicionada e protegida, já que qualquer desaceleração
brusca pode provocar danos irreparáveis na coluna cervical. |
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A escolha da
cadeirinha
As cadeirinhas têm preço entre R$ 170,00 e R$ 600,00, e é
possível encontra-las até mesmo em supermercados. Contudo,
embora existam muitos modelos de cadeirinhas de retenção,
a escolha deve seguir algumas "regras".
Antes de mais nada é
necessário conferir se a cadeira possui o selo de certificação
do Inmetro. No mercado brasileiro, menos de 10 modelos possuem
esse certificado.
O passo seguinte é
analisar qual cadeira melhor se adequa à idade e ao tamanho
da criança. Há três tipos básicos:
*
"conchinha", usada desde o nascimento até a criança
pesar aproximadamente 8kg. Essas cadeirinhas têm acessórios
que protegem e firmam o pescoço do bebê (travesseiros ou
toalhas colocadas nas laterais da cabeça também exercem essa
função);
* cadeirinha fixa,
utilizada a partir do momento em que a criança já tem força
suficiente para sustentar o pescoço e a cabeça - e até os 4
anos de idade (aproximadamente 18 quilos). A cadeirinha deve
ser instalada de frente para o painel, mantendo a posição
central no banco traseiro.
* Booster, para crianças
com mais de 18 kg e até 36 kg, menores de 1,45 m. A
cadeirinha já não serve mais, porém elas não têm altura
suficiente para usar o cinto de segurança do carro. O "Booster"
- uma
almofada com suporte rígido
e dispositivos projetada para ser fixada no banco traseiro do
carro, permitindo que o cinto de segurança seja colocado na
posição correta.
Sem o booster o cinto
de segurança do carro passaria pelo pescoço e pela barriga
do passageiro, e não pelo ombro, o que, em um acidente, pode
provocar esmagamento dos ossos.
Esse banquinho não
deve, em hipótese alguma, ser substituído por almofadas ou
algo parecido, pois em uma freada brusca esses utensílios
podem se deslocar, fazendo com que o cinto se direcione ao
pescoço da criança, provocando estrangulamento ou mesmo
traumas toráxicos e abdominais.
Quando as crianças
atingem cerca de quatro anos é comum os pais acharem que a
cadeirinha não é mais necessária. Algumas crianças não
querem usar o equipamento porque já se consideram grandinhas
e nesses casos é preciso usar a criatividade e incentivar a
criança apelando para temas como "assento da
princesa" ou "trono do príncipe".
Para saber se a criança
já está grande demais para a cadeirinha, basta observar sua
nuca: caso ultrapasse o encosto da cadeira, é hora de comprar
um assento maior.
A instalação do
equipamento também é fundamental para que a cadeirinha
cumpra sua função.
Bem fixada e presa ao
banco pelo cinto de segurança do veículo, a cadeirinha não
deverá se mover mais do que dois centímetros de um lado para
o outro. O bebê deverá estar bem ajustado na cadeirinha, sem
folga (mas não atado demais), para impedir que ele se
movimente em caso de colisão, evitando o efeito chicote. |


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Características
das cadeiras de retenção:
Base destacável - Há
modelos de cadeirinha de bebê que vêm com base destacável.
Dessa forma, apenas a base fica no carro - você só precisa
instalar uma vez - e o assento pode ser transportado, bastando
encaixa-lo na base.
Limites máximos de
peso - Você deve adequar a cadeirinha às características da
criança: há vários tipos para bebês com até 9 quilos; se
o bebê passar dos 13 quilos antes de um ano de idade, é
necessária a troca por uma cadeirinha conversível, também
para ser instalada voltada para trás, que tenha maior limite
de peso.
Fendas das tiras -
Quanto mais fendas para as tiras de fixação, mais espaço
para o bebê quanto ele crescer. Detalhe: em cadeirinhas
voltadas para trás, as fendas das tiras devem estar sempre na
direção do ombro da criança.
Limpeza das cadeiras -
Leite, suco, biscoitos, balas... as cadeirinhas ficam sujas
com freqüência e, por isso, é interessante ter uma que
possa ser limpa facilmente. |
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| Cuidados
para a gestante
A gestante deverá usar
sempre o cinto de segurança tipo três pontos, mantendo a faixa
sub-abdominal tão baixa e ajustada quanto possível. A faixa
diagonal deve cruzar o meio do ombro, passando entre as mamas, nunca
sobre o útero.
Além disso, a futura mãe
deve obedecer algumas regras básicas de saúde e segurança:
Qualquer desconforto ou
situação de alteração clínica poderá afetar o bom desempenho
na direção do veículo;
Tonturas, inchaços, inflamação,
dor, alterações da pressão arterial (subida ou queda), assim como
o aumento do volume da barriga podem impedi-la temporariamente de
dirigir (a distância entre a barriga e o volante deve ter, no mínimo,
15 cm).
A gestante deve ter cuidado
com as medicações ingeridas, dirigir enquanto estiver bem e parar
caso sinta qualquer desconforto ou mal estar e evitar longas distâncias,
jejum, calor ou frio excessivo e estradas ruins. |
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Lembre-se:
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Crianças com 25 kg podem produzir, em um choque a
50 km/h, danos idênticos aos observados em uma
queda do terceiro andar de um prédio, ou seja, seu
corpo desamparado colidiria contra o solo com força
equivalente a uma tonelada; |
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Crianças transportadas no colo podem, em caso de
desaceleração ou colisão, ser esmagadas com o
peso pessoa que a leva no colo, ou mesmo serem
projetadas para fora do carro. |
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Quando transportadas no banco traseiro do carro, as
crianças têm de 35% a 50% menos probabilidade de
morrer em um acidente de carro; quando acomodadas em
cadeiras de segurança instaladas e usadas
corretamente o risco de morte cai para 71%. |
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