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Balão
Aqui tudo começou!!


O antigo sonho humano de voar se tornou realidade no século XVIII com a invenção do balão de ar quente. A verdadeira era da aviação, porém, não começou senão no século XX, que viu o desenvolvimento de aeronave motorizada. A tecnologia da aviação é hoje em dia um dos campos técnica e cientificamente mais avançados da produção industrial.

A história das aeronaves começou há mais de 200 anos atrás com a primeira subida de balão. Este assunto é abordado na seção "balões e naves aéreas", no lado direito do hall de aeronaves antigas do museu.

A primeira tripulação de balão foi a de Jacques e Joseph Montgolfier no jardim do castelo de Muette, perto de Paris, no dia 21 de novembro de 1783. Este espetacular evento é fielmente reproduzido em um diorama no museu.

A direção na qual o balão viajava era dependente do vento, e os balões também não eram meios completamente satisfatórios de transporte. Foi só no fim do século XIX que os balões se tornaram propriamente dirigíveis e adquiriram um controle dos sistemas para um melhor controle aerodinâmico, conduzindo ao desenvolvimento se uma nave aérea que poderia ser guiada. As gigantes e rígidas naves aéreas construídas por Ferdinand von Zeppelin, em 1930, representam tanto o clímax deste desenvolvimento como o fim de um capítulo da história.


Zeppelin



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  Os últimos anos do século passado foram pródigos em descobertas e acontecimentos importantes. Acompanhando o ritmo frenético de invenções como o automóvel (1893) e o cinematógrafo (1894), surge agora o dirigível. O conde alemão Ferdi-nand von Zeppelin gastou uma fortuna na criação de dirigíveis com estrutura rígida para transporte de passageiros.

Em 2 de julho de 1900, o conde Zeppelin fez o vôo inaugural do LZ-1, às margens do lago Constanca, no sudoetste da Alemanha. A estrutura metálica de 128 metros, 11,7 metros de diâmetro de comprimento e motor de 16 cavalo-vapor, surpreendeu quem viu, mas a glória durou pouco. O dirigível com quatro pessoas a bordo subiu até 300 metros de altura, voou por 18 minutos, até o tecido que cobria a estrutura de alumínio do balão se romper no pouso. Nem por isso o milionário conde desistiu.

Zeppelin era um visionário. Nascido em Kostantz (Baden, Alemanha) em 8 de abril de 1838, graduou-se pela Academia Militar Ludwigsburg e recebeu o diploma de engenheiro civil pela Universidade de Tubigen. Durante a década de 1860, foi indicado para observar o uso militar de balões nos Estados Unidos e na Europa, quando convenceu-se do uso comercial e militar dos instrumentos aéreos. Em 1887, o conde Zeppelin publicou um plano completo para o sistema de transporte aéreo civil baseado em grandes instrumentos mais leves do que o ar.

Após aposentar-se do exército em 1891 como tenente-general depois uma carreira de 44 anos, empregou sua fortuna pessoal para projetar e construir os dirigíveis, até a primeira exibição pública



 


1930. A notícia que o dirigível alemão Graf Zeppelin ou, simplesmente, o Zeppelin, como o povo logo o chamou, despertou sensação. E tinha de despertar porque se tratava da maior aeronave do mundo. E a mais perfeita até então construída - o L.Z. 127.

O Zeppelin tinha vencido as etapas Friedrichafen - Nova York - Tókio - Los Angeles, isto é, 35.000 quilômetros e realizando somente três aterrissagens. Ia largar de Sevilha, Espanha, e passar pelo Rio de Janeiro, com escalas. E voltar ao ponto de partida, cobrindo um período de 23 dias.

O Conde Zeppelin inventou os dirigíveis e conseguira construí-los malgrado a oposição de certos cientistas e técnicos.

O L.Z. 127 era o primeiro balão dirigível a riscar os céus do Brasil, sob o comando do engenheiro Dr. Hugo Eckener.

Era o 117º dirigível construído desde 1900. E suas características eram respeitáveis: 105 metros cúbicos, 230 metros de comprimento, diâmetro 30,50 metros, altura 33,50 metros. Um navio do ar.

O seu volume de gaz daria para iluminar um combustor durante 235 anos. Movido por cinco motores de 265 cavalos, podia desenvolver uma velocidade de 128 quilômetros por hora, sendo a sua velocidade de cruzeiro 117 quilômetros por hora. Tinha força ascensional de 30.000 quilos. Se lotado com 20 passageiros, e bagagem, poderia navegar 10.000 quilômetros sem aterrissar. Sem carga poderia navegar 14.000 quilômetros. Pesava 55 mil quilos. Sua tripulação era de 26 homens. Por ser de duralumínio, e não de madeira, superava, em qualidade, os seus congêneres A cor clara realçava sua majestosa silhueta: com essa cor os raios de sol, refletindo melhor, não aqueciam a câmara de gaz.

Para a viagem ao Brasil o Graf Zeppelin fora dotado de novas hélices que permitiam um aumento de velocidade. De 68 subia para 85 milhas. Cruzaria os ares da península Ibérica e do Atlântico, navegando de Sevilha ao Rio, em 3 ou 4 dias.

O Graf Zeppelin era, mais ou menos, das mesmas dimensões do Akron, o maior dirigível da Marinha Americana. Suas dimensões só iriam ser superadas pelo Hiddenburg, também um dirigível comercial alemão que, tragicamente, explodiu em Nova York, quando fazia a manobra para ser amarrado à torre. O Hiddenburg fez, também, várias viagens ao Rio.

Esse foi o grande navio aéreo, magnífico produto da tecnologia alemã, que veio visitar o Rio em 1930, antes de ser estabelecida a linha regular, por dirigível, que ligava a capital do Brasil a Friedrichafen, Alemanha, duas ou três vezes por mês, trazendo passageiros, a mala postal, carga, inclusive os rolos de filmes dos jornais cinematográficos americanos.

Era preciso ver o Graf Zeppelin ao entrar na barra, navegando sobre a cidade e sobre a Guanabara, como o sol rebrilhando em sua estrutura. Parecia homenagear a maravilhosa beleza paisagística do Rio.


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